Simpósio Grunenthal - A consulta de dor nos cuidados de saúde primários

A Grünenthal vai realizar, no âmbito do 37º Encontro Nacional de Medicina Geral e Familiar, um simpósio intitulado «O porquê de uma consulta de dor nos cuidados de saúde primários». Trata-se de uma sessão do maior interesse para todos os colegas, atendendo à atual prevalência da dor crónica na população portuguesa, que se estima em 36,7%, com os custos anuais associados à dor crónica a ascenderem a 738,85 milhões de euros. O palestrante convidado neste simpósio será Raul Marques Pereira, médico de família, coordenador do Grupo de Estudos da Dor da APMGF e coordenador da consulta de dor da Unidade de Saúde Familiar (USF) Lethes. A análise pormenorizada da experiência desta consulta de dor desenvolvida numa USF será, aliás, a vertente central do simpósio, permitindo a todos os médicos de família presentes perceber como é possível criar e tornar sustentável uma consulta de dor em CSP.

Em 2015, a USF Lethes, que serve cerca de 16.000 utentes e está inserida na ULS do Alto Minho, criou a primeira consulta em Portugal dedicada à avaliação e tratamento de dor crónica em CSP. Esta consulta é suportada num protocolo de referenciação e atuação baseado na melhor evidência científica disponível.

Sempre que o médico de família faz o diagnóstico de dor crónica a um utente, pode encaminhá-lo a esta consulta para que tenha um seguimento específico ao nível da avaliação e tratamento da dor. A consulta de dor é realizada por um médico da USF Lethes com formação específica em conjunto com uma enfermeira da mesma unidade. O acesso à consulta é rápido (tempo médio de espera de 15 dias) e o utente é acompanhado até ter a dor controlada. A monitorização da evolução clínica é feita através de escalas de dor e de qualidade de vida, validadas para Portugal.

Até ao momento foram realizadas cerca de 2 mil consultas, tendo-se verificado que mais de 80% dos utentes da consulta de dor estão muito satisfeitos com esta consulta e que mais de 70% mostraram uma melhoria importante nos scores de dor e de qualidade de vida. Em média, o controlo de dor atinge-se em três meses.

O protocolo de consulta foi atualizado em 2018, com uma revisão da evidência publicada. Com esta atualização torna-se possível replicar este modelo e desenvolver uma consulta específica por centro de saúde permitindo, assim, a criação de uma «via verde» para o tratamento de dor em Portugal.
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