WORKSHOP - Diabetes Mellitus no Adulto: Diferentes Fenótipos, Diferentes Abordagens

Coordenação: Grupo de Estudos da Diabetologia APMGF

Dinamizadores:

Manuel Rodrigues Pereira
Médico de Família. UCSP de Alcochete, ACES Arco Ribeirinho, ARS LVT

Ângela Santos Neves
Médica de Família. USF Araceti, ACeS Baixo Mondego, ARS Centro

Daniela Correia
Médica de Família. UCSP Vagos II - ACeS Baixo Vouga, ARS Centro

Luiz Miguel Santiago
Médico de Família. USF Topázio, ACES Baixo Mondego, ARS Centro. Professor Associado com Agregação, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

 

Quando pensamos no modo como a Diabetes Mellitus (DM) é diagnosticada: pela Glicemia ou HbA1c, podemos percecionar uma sensação de simplicidade relativamente à doença. Pensar que se trata de um distúrbio da glicemia que evolui de forma mais ou menos silenciosa e que termina invariavelmente na terapêutica com insulina é um pensamento de muitas das pessoas que seguimos. Podemos pensar, num primeiro e muito superficial olhar, que se trata de um problema que afeta as pessoas de forma relativamente homogénea. Percebe-se, no entanto, que a DM é na verdade uma entidade muito diversa, quer do ponto de vista fisiopatológico, quer do ponto de vista de apresentação clínica. Pensar a diabetes na sua vertente puramente metabólica é redutor e esquece tudo aquilo que a envolve e a pessoa a quem dirigimos os nossos cuidados. A DM nos anos mais recentes tem sido dividida essencialmente e de forma muito genérica em: DM tipo 1, DM tipo 2 e “outras formas de diabetes” que inclui a Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA) e várias formas monogénicas da DM. Focando este Workshop no adulto, é fundamental entender que duas pessoas que desenvolvam DM neste período da vida, podem ter fenótipos totalmente distintos desta entidade nosológica, o que tem implicações no desenho do seu plano terapêutico e objetivos metabólicos. Desta forma, é fundamental avaliar as características do doente que possam influenciar a sua abordagem, nomeadamente: idade, IMC, duração da doença, existência ou não de complicações micro ou macrovasculares, risco de hipoglicemias, presença de doença renal crónica, aspetos económicos, entre outros. Perceber os diferentes fenótipos da diabetes tem implicações na nossa forma de cuidar e individualizar o tratamento e cuidado a pessoa com diabetes. São objetivos deste workshop:  Sensibilizar os participantes para o facto da DM poder adotar apresentações clinicamente distintas em diferentes pessoas;  Desenvolver nos participantes competências para personalização da terapêutica da pessoa com DM, tendo em conta os diferentes fenótipos da doença.

 

*Necessário levar computador/telemóvel 

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